Você sabia que existem dois tipos diferentes de angústia? Então, quais são eles e por que isso importa? A importância de fazer distinção entre a angústia existencial que tem origem espiritual da angústia psicológica que tem origem em problemas de relacionamento humano, é que os instrumentos para o alívio delas são diferentes. Vamos dar uma pensada nisso agora.

Angústia é uma palavra mais filosófica ou espiritual para ansiedade. Elas podem ser usadas como sinônimos. Soren Kirkard, filósofo de Marquês, no seu livro chamado Conceito de Angústia, ele disse que aquele que aprendeu a lidar com a sua angústia aprendeu o mais importante. Aquele que aprendeu a lidar com a sua angústia aprendeu o mais importante. Interessante, não é?
Você já aprendeu a lidar com a sua angústia? Todos temos angústia. A diferença é ter ou não consciência dela, nível de intensidade, e de interferência na nossa vida.
As pessoas psicóticas, que são as chamadas de loucas, parecem possuir angústia maciça que as aliena da realidade. Artistas de várias áreas possuíam ou possuem angústia e a manifestaram ou manifestam pelas suas obras de artes, seja na pintura, na escrita, na escultura, na música, entre outras. A produção de obra de arte pode ser uma defesa contra a loucura, contra a angústia paralisante. Da mesma forma, o trabalho para muitos empresários de sucesso financeiro pode ser uma defesa da alienação.
Vários filósofos chamam de angústia existencial o que a Bíblia se refere ao sofrimento mental humano produzido pelo pecado. Pecado é tudo aquilo que faz você infeliz e que destrói. Existe a angústia existencial de origem espiritual e existe a angústia psicológica de origem em traumas e complicações emocionais nos relacionamentos, especialmente na infância, numa família difícil e que atinge uma pessoa sensível. Quando o profeta Naum diz que não virá angústia a segunda vez, quando é que acontece a primeira? É agora, nesta vida.((Naum 1:9))
Então eu concordo com Kierkegaard, esse filósofo que diz que aprender a lidar com angústia é saúde. Eu vou repetir. Aprender a lidar com angústia é saúde. Parece um paradoxo, não é? uma contradição, porque a angústia é uma normalidade que não mais existirá na Nova Jerusalém, mas aqui nessa vida ela é, entre aspas, normais no sentido de existir em todo ser que nasce de mulher.
Então, saúde mental tem mais a ver com aprender a administrar a angústia do que eliminá-la, porque não dá para eliminá-la.
Dependentes químicos, incluindo alcoólicos, tentam eliminar angústia com a droga de escolha. Mas a angústia permanece, a droga não acaba com ela. Só dá uma anestesiada nessa angústia, mas ela continua perturbando entre uma dose e a outra, e a outra dose da droga. Por isso, o grande desafio para os viciados e para nós é ficarmos sóbrios e aguentar a angústia sem usar uma droga.

Seja álcool, cocaína, maconha, craque, rivotril, e outros psicotrópicos, sexo, trabalho, compras, comida, controle sobre os outros, fissura por ganhar dinheiro, isso é droga também. Muitos têm ansiedade excessiva que tenta descarregar em competições e a competição aumenta a ansiedade. É uma via de mão dupla. Não fomos criados para competir, mas para compartilhar.
Até na igreja se vê competição, mas eu não vejo em nenhuma fala ou atitude do Senhor Jesus um conteúdo competitivo e incentivo à competição. A Bíblia aprova a competição com a gente mesmo na busca de amadurecimento pessoal.
Mesmo assim, temos que ter cuidado para não cairmos numa crueldade perfeccionista. Pessoas sinceras que buscam luz espiritual podem passar a compreender doutrinas verdadeiras, mas continuando sinceras, sentem que falta algo, falta libertação e mais luz para o que está além das doutrinas. Do ponto de vista cristão, o que vamos fazer com a angústia depois de recebermos estudos bíblicos e compreendermos as verdades doutrinárias?
A compreensão intelectual não resolve a angústia, nem o vegetarianismo, embora esse seja realmente o melhor regime dietético para o nosso organismo e para a nossa mente. Parece que existe dois tipos de verdades. Uma que produz informação que tem relação com doutrinas, e a outra que produz salvação, que tem a ver com espiritualização. Eu tenho conhecido gente não religiosa cheia de espiritualidade.
A Bíblia dá um ótimo exemplo disso. O do centurião, que pediu a Jesus para curar seu servo. Aquele militar tinha religião espiritualidade, embora não tivesse religião doutrina ainda. E Jesus chamou a atenção de todos, dizendo que não tinha visto tamanha fé na igreja, como viu naquele pagão. A vantagem da visão bíblica da angústia é que ela é mais abrangente, não é superficial nem unilateral.
Ela vai além do social, além do biológico e do psicológico. Atinge o que a Bíblia chama de coração, né? Que é a parte virtual da nossa mente, de onde procede o que contamina o nosso caráter.

A visão bíblica da angústia é também verdadeira, porque não tem pessoa que nasce sem essa desgraça – falta de graça – que é a angústia. E é a única que mostra a solução da angústia, que tem a ver com a glorificação, ou seja, ser feito igual a Jesus quando ele voltar dentro de pouco tempo.
O melhor que a psicologia oferece é o alívio da ansiedade causada por conflitos interpessoais. Podemos aprender a administrar a nossa ansiedade para que ela não mais surja em nossa vida como por exemplo, através de ataques de pânico ou fobias, transtorno obsessivo compulsivo e outras formas.
É possível entendermos as causas psicológicas da ansiedade e praticar algumas orientações sobre a redução dela. Na verdade, podemos nos tornar menos ansiosos.
Algumas pessoas não sabem o que é angústia. Estranho, não é? Talvez elas sejam mais felizes por não terem consciência da angústia pessoal que possuem. Deus é honesto. Ele diz no livro dos Salmos: “Estarei com ele na angústia”.((Salmo 91:15))
E o Salmista expressa o que Deus tem ensinado para ele: “Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou.”((Salmo 119:50))
Existe angústia em todos nós, tanto no Papa como no presidente da sua igreja, tanto no bilionário Bill Gates, quanto no mais simples funcionário de tecnologia da informação da instituição onde você trabalha. Existia angústia na Madre Teresa de Calcutá, como na escritora Ellen White. Paulo, o apóstolo diz que, uma vez, quando chegaram à Macedônia, ele sentiu temores por dentro, ou seja, angústia.
E Ezequiel falou que naquele dia ele estava triste e angustiado, mas que a mão do Senhor era forte sobre ele.((Ezequiel 3:14))
Então, nesta vida, ter angústia não é a ausência de Deus, é a falta da presença dele da maneira como existia no Éden antes da queda. E também é ligada a carências afetivas, tensões na família, medo da pandemia, sofrimento de obreiros por terem chefe ditadores, perseguidores, tristeza ao ver tanta corrupção em nosso país, além de outros problemas. Graças a Deus, podemos um dia de cada vez aprender a lidar com a nossa angústia de uma maneira melhor, lentamente, na medida em que aguentamos, nos tornando melhores pessoas, especialmente pessoas mais misericordiosas com a gente mesmo e também com os outros.

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Aprendi agora essa diferença entre angústia e ansiedade.
Tenho consciência de minha angústia, quando duvido da Palavra, de minha fé. Me causa muito desconforto emocional. Essas minhas incertezas.
Já estou há bastante tempo na igreja Adventista, mas faço muitos questionamentos. Sempre.
0 profeta ELIAS Tb experimentou uma angústia grande